Tropa de Serra agride, fere e prende professores
Quatro professores foram presos e alguns ficaram feridos ontem em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, quando tropa formada por 40 policiais militares e mais integrantes da Força Tática atacaram com gás de pimenta e cassetetes um grupo de 50 grevistas que participavam de um “apitaço” próximos ao palanque em que o governador José Serra (PSDB) comandava a “inauguração” de uma unidade hospitalar inacabada. As prisões ocorreram por “desacato e perturbação da ordem”, segundo a PM, que levou os manifestantes a uma delegacia para que fosse lavrado Boletim de Ocorrência. Os professores da rede pública paulista estão em greve desde 8 de março e reivindicam do Governo Serra, entre outras medidas, reajuste salarial de 34,4%. No início da tarde passada, quando Serra discursava na “inauguração” de um centro de atendimento à saúde mental que será concluído somente daqui a três anos, o grupo de representantes do magistério conseguiu se aproximar do palanque entoando palavras de ordem como “Serra a culpa é sua, a greve continua”. Para calar o protesto, a tropa do governador bateu, feriu e prendeu. Até os integrantes da comitiva de Serra ficaram com olhos irritados e tossiram com o efeito do gás que tomou conta do local.
Segundo o comandante do 23º Batalhão da PM, José Carlos de Campos Junior, a tropa foi “preparada” para o confronto. O “preparo” levou um dos policiais a dizer, em meio ao tumulto, que iria “descer a porrada” nos professores.
Os manifestantes reagiram à agressão gritando “Abaixo a repressão, professor não é ladrão”. Alguns chamaram Serra de “ditador”. E o governador saiu da cena e da área sob vaias.
A mobilização da Polícia Militar de São Paulo, para proteger Serra agredindo professores, antecedeu em dois dias a assembleia que os grevistas se preparam para realizar em frente ao Palácio dos Bandeirantes. O sindicato estadual da categoria (Apeoesp), estima a participação de 100 mil pessoas no ato marcado para esta sexta-feira.
BOTA FORA CONTRA DESCASO
A recusa do Governo Serra em negociar com os professores e, de resto, com todas as categorias do funcionalismo paulista, desencadeou nos últimos dias a articulação do que os servidores chamam de um bota fora para o governador, que renunciará ao cargo nos próximos dias para representar os partidos de oposição ao Governo Lula (PSDB-DEM e PPS) na eleição à Presidência da República.
“Estamos chamando todo o funcionalismo para participar, não apenas os grevistas. Esse bota fora vai acontecer independentemente da abertura ou não de negociações”, avisa a presidente do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), Neusa Santana Alves. Esta categoria está com greve marcada para o próximo dia 6 de abril
Os servidores já em greve irão intensificar as atividades nos próximos dias. Entre os professores, a Apeoesp estima que aproximadamente 90% da categoria vai parar, graças, em parte, à iniciativa do Governo Serra de antecipar o pagamento de bônus para uma parcela da categoria.
“O movimento está sendo empurrado pelo ‘efeito-bônus’. O Serra antecipou o pagamento (de bônus) numa tentativa de esvaziar o movimento, mas acabou acontecendo o contrário, porque muitas escolas ficaram de fora”, diz a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha.
Ontem a reação do funcionalismo contra o tratamento que recebe do governo tucano passou a incluir uma operação padrão iniciada pelos delegados de polícia. Eles também ameaçam entrar em greve.
Os servidores da saúde, que pararam por 48 horas a partir de segunda-feira, entram hoje em greve por tempo indeterminado.
Brasília Confidencial (www.brasiliaconfidencial.com.br)
Segundo o comandante do 23º Batalhão da PM, José Carlos de Campos Junior, a tropa foi “preparada” para o confronto. O “preparo” levou um dos policiais a dizer, em meio ao tumulto, que iria “descer a porrada” nos professores.
Os manifestantes reagiram à agressão gritando “Abaixo a repressão, professor não é ladrão”. Alguns chamaram Serra de “ditador”. E o governador saiu da cena e da área sob vaias.
A mobilização da Polícia Militar de São Paulo, para proteger Serra agredindo professores, antecedeu em dois dias a assembleia que os grevistas se preparam para realizar em frente ao Palácio dos Bandeirantes. O sindicato estadual da categoria (Apeoesp), estima a participação de 100 mil pessoas no ato marcado para esta sexta-feira.
BOTA FORA CONTRA DESCASO
A recusa do Governo Serra em negociar com os professores e, de resto, com todas as categorias do funcionalismo paulista, desencadeou nos últimos dias a articulação do que os servidores chamam de um bota fora para o governador, que renunciará ao cargo nos próximos dias para representar os partidos de oposição ao Governo Lula (PSDB-DEM e PPS) na eleição à Presidência da República.
“Estamos chamando todo o funcionalismo para participar, não apenas os grevistas. Esse bota fora vai acontecer independentemente da abertura ou não de negociações”, avisa a presidente do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), Neusa Santana Alves. Esta categoria está com greve marcada para o próximo dia 6 de abril
Os servidores já em greve irão intensificar as atividades nos próximos dias. Entre os professores, a Apeoesp estima que aproximadamente 90% da categoria vai parar, graças, em parte, à iniciativa do Governo Serra de antecipar o pagamento de bônus para uma parcela da categoria.
“O movimento está sendo empurrado pelo ‘efeito-bônus’. O Serra antecipou o pagamento (de bônus) numa tentativa de esvaziar o movimento, mas acabou acontecendo o contrário, porque muitas escolas ficaram de fora”, diz a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha.
Ontem a reação do funcionalismo contra o tratamento que recebe do governo tucano passou a incluir uma operação padrão iniciada pelos delegados de polícia. Eles também ameaçam entrar em greve.
Os servidores da saúde, que pararam por 48 horas a partir de segunda-feira, entram hoje em greve por tempo indeterminado.
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